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Home > PATRIMÓNIO > Imóvel > Ermida da Memória

Ermida da Memória

De acordo com a tradição, em 1182, depois do milagre de Nossa Senhora da Nazaré, D. Fuas Roupinho mandou construir a Ermida da Memória, sendo demolido o altar primitivo sobre o qual esteve a imagem de Nossa Senhora da Nazaré, e soterrada a gruta na qual a mesma esteve enterrada.

 Em 1616, Frei Bernardo de Brito, cronista do Reino, monge de Alcobaça, conhecido erudito e historiógrafo, veio ao Sítio, em cumprimento de um voto, e procurou pôr a descoberto a gruta da Senhora.

 

 

 

 

 

» Pormenores do Exterior

Em 1370, D. Fernando, rei de Portugal, mandou fechar os arcos da Ermida para resguardar da ação do tempo, das chuvas e da maresia, o precioso tesouro.

Por cima da porta de entrada, encontra-se o escudo real, em azulejaria portuguesa, que é um marco da presença régia. Acima deste encontra-se um baixo-relevo em pedra calcária, do séc. XIV, que é uma réplica do original que se encontra no Museu Reitor Luís Nesi, anexo ao Santuário.

Nos ângulos exteriores da Ermida, assentavam estátuas de São Brás, de São Bartolomeu, de D. Rodrigo e de Frei Romano. Eram como que os guardas solenes daquele lugar sagrado.

Na fachada virada para a praia da Nazaré, podemos contemplar um painel de azulejo alusivo ao milagre.

 » Pormenores do Interior

A Ermida da Memória interiormente é totalmente revestida a azulejo do séc XVIII, da autoria do Mestre António Oliveira Bernardes, sendo composto por azulejo do tipo, figura avulsa e tapete, apresentanto alguns medalhões figurativos, alusivos à simbologia mariana. 

Na parte inferior da Capela, podemos contemplar um belíssimo painel de azulejos representativo do milagre de Nossa Senhora da Nazaré ao Cavaleiro D. Fuas Roupinho. 

De ambos os lados encontram-se duas inscrições gravadas em lioz. A da direita contem um texto da autoria de Frei Bernardo de Brito transcrito da "Monarquia Lusitana" o texto em latim, referente a Nossa Senhora da Nazaré e à origem do seu culto nestas paragens. A inscrição da esquerda é uma tradução do texto da direita.

No altar azulejado estava exposta a imagem de Nossa Senhora dos Anjos que por motivos de conservação se encontra atualmente no Museu Reitor Luís Nesi, anexo ao Santuário.

Seis degraus de lioz conduzem o visitante ao pavimento inferior, em cuja abóbada, revestida de azulejo, se acha reproduzida a cena do milagre. Uma pequena janela ilumina a cripta, fazendo incidir um feixe de luz sobre o nicho gradeado em que repousava a imagem original.

 

 

 





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